Como funciona um inventário em cartório? (2026)

Como funciona um inventário em cartório? (2026)

  1. Introdução

Quando ocorre o falecimento de uma pessoa, é necessário apurar e organizar o patrimônio deixado para que seja realizada a partilha dos bens entre os herdeiros, procedimento conhecido como inventário. 

Esse processo pode ser feito de forma mais simples, rápida e menos burocrática por meio do inventário extrajudicial, realizado diretamente em cartório, o que tende a reduzir o desgaste emocional da família.

  1. Requisitos para realização de um inventário extrajudicial

Para que o inventário extrajudicial seja possível, alguns requisitos devem ser atendidos:

  • Todos os herdeiros precisam estar de acordo com a partilha dos bens; 
  • Não pode haver herdeiros menores de idade ou incapazes (isso foi relativizado recentemente, então é possível desde que os seus direitos estejam atendidos); 
  • A assistência de um advogado é obrigatória; 
  • O falecido não pode ter deixado testamento válido (se tiver deixado, é possível ser extrajudicial também, mas o testamento precisa ser aberto antes);
  • É necessária a identificação de todos os bens, direitos e eventuais dívidas, definir claramente a parte que caberá a cada herdeiro; 
  • Quitação prévia do ITCMD, imposto que incide sobre a transmissão dos bens. 
  1. Documentação necessária

Para a realização do procedimento, o cartório exigirá alguns documentos essenciais. 

  1. Documentos do falecido
  • Certidão de óbito;
  • Certidão de nascimento ou casamento atualizada;
  • Certidão negativa de testamento;
  • Pacto antenupcial, se houver;
  • Comprovante do último domicílio (se houver).
  1. Documentos dos herdeiros ou do cônjuge/companheiro
  • Documento de identificação;
  • Certidão de nascimento/casamento (atualizadas);
  • Comprovante de endereço;
  • Caso haja relação de união estável, documentação que comprove.
  1. Documentos relacionados aos bens deixados
  • Matrícula atualizada dos imóveis;
  • Documentação pertinente aos veículos;
  • Extratos bancários; 
  • Comprovantes de investimentos;
  • Contratos sociais e suas alterações (se houver)
  1. Documentos relativos ao âmbito fiscal
  • Guia e comprovante do pagamento do ITCMD;
  • Eventual declaração de inexistência de outros bens.

A relação de documentos pode variar conforme o estado e as exigências do cartório, sendo recomendável confirmar previamente essas informações. 

Após a conferência da documentação e o pagamento dos tributos, o tabelião lavrará a escritura pública, encerrando o procedimento. Em regra, trata-se de uma alternativa menos burocrática, com conclusão mais rápida e maior eficiência na organização e transferência do patrimônio.

Cada situação envolve detalhes específicos. Por isso, antes de iniciar qualquer pedido, é importante se consultar com um advogado especialista.

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